terça-feira, 4 de março de 2014

As Grades de Outrora


Percebi a exceção
E então nela me agarrei
"Faz tempo que eu não fujo
De mim mesmo, nem de ninguém"

Depois de uns e vários
Circulei por várias tribos
Mas depois de tão tarde
Minha sorte ainda é ter bons amigos

Foi ali
Naquela curva
Que eu rodei
Quase morri/matei

Não, não há
Desculpa alguma
Pra pedir
Arquei com meu fim
Paguei, é...

Cinza como em dia chuva
Negra como ausência de luz
Parte da memória é sua
E a esse drama nós fizemos jus

Cabe, mas as vezes transborda
É que junta muito de tudo
Toda parte que joguei fora
Deixou pó, migalha e um cheiro imundo

Foi que eu quis
Me ensopar na chuva
Que eu corri
Quase chorei/sorri

Não, não vá
Tão longe agora
Pra medir
A cor do mentir
Corei, é...

Faço o que faço
Pois eu vivo o que vivo
Já que eu sinto o que sinto
E ninguém mais vai saber

A capa que tampa
Também é a fonte do calor
Que impede o frio de quebrar
O que me resta de ser

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